Travessia Hermenêutica
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
"Isto não é um prólogo"
Numa daquelas tardes cinzentas, o menino, agora homem, mais gordo do que o desejado, e sem desejo algum que aliviasse os seus passos, entrou apressado na livraria. Era um lugar arejado, com luz dourada, lembrava o recanto do seu jardim. O olhar parecia o de um velho louco a espirrar para todos os lados!!! Ouviu uma voz que se aproximava... Posso ajudá-lo?
De repente, ali estava, belo, pujante, um titã ao vento, um belíssimo exemplar do guia de Istambul, um céu dourado, edifícios que desafiavam o mais ousado inventor, a alquimia de dois continentes...
Não era uma vez
A Alquimia tem vários princípios, e quase todos são indizíveis. Ou a linguagem é a dos pássaros. Um código velado para a maioria. Conhecido e praticado por uma minoria. Ou então não é assim.
Um dia, um menino, nascido na zona mais ocidental da Europa, perto de Finisterra, na Galiza, decidiu que queria conhecer Istambul. Leu o nome numa revista que o pai deixou esquecida no chão da casa-de-banho e decidiu explorar a ideia de ir até aos confins do mundo que trouxe os conceitos que destruiriam o resto do mundo, desde a economia até aos princípios da política, tal como os gregos a conceberam. É claro que os pais se opuseram à ideia. Seria mais dum ano de caminhada para um homem jovem e bem preparado. Para uma criança, acompanhada dum adulto, seria uma atrocidade.
O menino cresceu e os sonhos mudaram. Engordou, descobriu vícios, descobriu a felicidade, descobriu o seu corpo e o da alteridade feminina. O menino deixou de querer ir a Istambul.
Um dia, um menino, nascido na zona mais ocidental da Europa, perto de Finisterra, na Galiza, decidiu que queria conhecer Istambul. Leu o nome numa revista que o pai deixou esquecida no chão da casa-de-banho e decidiu explorar a ideia de ir até aos confins do mundo que trouxe os conceitos que destruiriam o resto do mundo, desde a economia até aos princípios da política, tal como os gregos a conceberam. É claro que os pais se opuseram à ideia. Seria mais dum ano de caminhada para um homem jovem e bem preparado. Para uma criança, acompanhada dum adulto, seria uma atrocidade.
O menino cresceu e os sonhos mudaram. Engordou, descobriu vícios, descobriu a felicidade, descobriu o seu corpo e o da alteridade feminina. O menino deixou de querer ir a Istambul.
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