A Alquimia tem vários princípios, e quase todos são indizíveis. Ou a linguagem é a dos pássaros. Um código velado para a maioria. Conhecido e praticado por uma minoria. Ou então não é assim.
Um dia, um menino, nascido na zona mais ocidental da Europa, perto de Finisterra, na Galiza, decidiu que queria conhecer Istambul. Leu o nome numa revista que o pai deixou esquecida no chão da casa-de-banho e decidiu explorar a ideia de ir até aos confins do mundo que trouxe os conceitos que destruiriam o resto do mundo, desde a economia até aos princípios da política, tal como os gregos a conceberam. É claro que os pais se opuseram à ideia. Seria mais dum ano de caminhada para um homem jovem e bem preparado. Para uma criança, acompanhada dum adulto, seria uma atrocidade.
O menino cresceu e os sonhos mudaram. Engordou, descobriu vícios, descobriu a felicidade, descobriu o seu corpo e o da alteridade feminina. O menino deixou de querer ir a Istambul.
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